Inteligência Artificial

E se os robôs se tornassem conscientes?

Por mais inteligente que possa parecer, a inteligência artificial atual, só pode aprender o que é programado. Mas e se introduzirmos os robôs nos fundamentos da consciência humana, como dor, amor, tomada de decisões a partir de sentimentos que o próprio robô possa sentir? Kurzgesagt dá uma breve olhada nas questões filosóficas por trás de tal escolha.

dados de star trek

Video do canal Café e Ciência.

A questão da autoconsciência robótica, é remonta à própria palavra “robô”: a peça tcheca RUR de 1920, trata de uma revolta robótica violenta. A existência de uma consciência robótica, algo criado fora da programação original, seria o equivalente a criação de uma forma de vida alienígena na Terra.

Enquanto Kurzgesagt menciona os pensamentos do filósofo francês René Descartes sobre os direitos dos animais, o debate sobre o assunto se prolonga há séculos. Argumentos mais recentes incluem os do filósofo de Harvard, Peter Singer, que defendeu a igualdade entre as espécies. Os robôs podem ter desejos diferentes, como Kurzgesagt aponta, mas isso pode até não importar. “Se as máquinas puderem e se tornarem conscientes”, perguntou Singer em 2009, “levaremos seus sentimentos em consideração? Quais direitos e deveres civis e militares os robôs podem ter? A história de nossas relações com os únicos seres sencientes não-humanos que encontramos até agora, os animais, não nos dá margem a confiança”.

Quais implicações legais poderiam ser aplicadas a uma máquina pensante? E quais níveis de “consciência” poderiam ser rotulados para que uma lei mais justa fosse aplicada? Tendo em vista a hipótese de que as máquinas, tivessem níveis diferentes de consciência , assim como nós humanos temos níveis diferentes de inteligencia, empatia e personalidade.

A partir do momento que começarmos a criar leis , direitos e deveres para tais máquinas auto-conscientes , estaria cravado na historia o marco para o inicio de uma nova era de bilhões de hipóteses e possibilidades quanto a evolução ou declínio humanidade.

O que nos garante que um robô consciente escolha se tornar amigável? Ou quem poderá garantir que ele não se altere, não altere seus protocolos de segurança, não altere seu próprio hardware e software com intuito de ser melhor, mais capaz, mais inteligente, mais forte. Até então a hipotética ideia de que uma máquina consente passe então a agir de forma superior, subjugando a raça humana como inferior, instaurando então o inicio de uma era em que as máquinas tomem o poder.

Toda ficção que assistimos em filmes podem então se tornar realidade.

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