Robótica

Inteligência artificial aprende sozinha a jogar basquete

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Cientistas da Carnegie Mellon University e da DeepMotion, uma startup localizada na Califórnia, desenvolveram um sistema baseado em Física capaz de aprender a jogar basquete sozinho. Qual seria a utilidade de um sistema desse?

Quando falamos em inteligência artificial (IA) jogando basquete, talvez você possa ter se lembrado de jogos digitais de basquete, como o “NBA 2K18” ou “NBA Live 19”. Entretanto, nesses jogos, o que os atletas virtuais fazem é apenas reproduzir uma animação que foi pré-programada para entrar em ação em determinadas condições de jogo. A animação, por sua vez, é produzida com base em captura de movimentos de jogadores reais. Em outras palavras, a IA apenas é alimentada com movimentos pré-gravados e apenas os executa na hora certa.

Os movimentos de um jogo real de basquete, aparentemente de simples execução para um humano, tem sido um quebra-cabeças para os pesquisadores. O que os pesquisadores de Carnegie Mellon e da DeepMotion fizeram foi ensinar um avatar a dominar a bola do zero, começando por movimentos simples até dribles mais complexos. O avatar não reproduz uma animação pré-programada, mas sim realiza movimentos totalmente espontâneos.

Para isso, o sistema de IA foi alimentado com diversas horas de capturas de movimentos e vídeos de atletas profissionais de basquete. Em seguida, o motor gráfico que controla o avatar começou a aprender a se mover em campo, uma perna de cada vez.

Depois disso, o avatar começou a aprender movimentos com os braços e com as mãos, até que finalmente começou a “treinar” com uma bola virtual. Nos primeiros ciclos, a IA apenas quicava a bola no chão. Com o tempo, aprendeu a mover os dois braços para manipular a bola no ar.

Com essa tecnologia, a princípio os pesquisadores acreditam que poderão criar games de esporte mais realistas. Sem depender de animações pré-programadas, as transições entre os movimentos de um atleta virtual tendem a ficar mais naturais, e menos bugs tendem a ocorrer durante uma partida.

Um segundo passo seria utilizar essa tecnologia de IA em robôs, para a criação de robôs esportistas capazes de praticar esportes de maneira natural.