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Inteligência artificial – o que é e como anda?

o que e inteligência artificial

A inteligência artificial está presente em muitos dos processos cotidianos nossos, mas quando ouvimos a expressão, ainda nos parece algo muito enigmático e futurista.

Por exemplo, o caixa eletrônico de um banco, o comando de voz em eletroeletrônicos, o atendente virtual do SAC de uma empresa ou de um software de localização, o controle automático de temperatura do ar-condicionado. Para que tudo isso funcione, foi necessário o desenvolvimento de uma certa inteligência artificial para essas máquinas.

A Inteligência artificial é um conceito amplo e difícil de delimitar. Conhecida também como AI (do inglês Artificial Intelligence), pode ser entendida como a tecnologia que pretende criar uma linha de pensamento e compreensão para as máquinas, e também o estudo do desenvolvimento e aplicação dessa tecnologia.
Veja como alguns autores a definem:

  • Eliane Rich: “IA é o estudo de como fazer os computadores realizarem coisas que, hoje em dia são feitas melhores pelas pessoas”.
  • Winston: IA é o estudo das ideias que permitem aos computadores serem inteligentes”.
  • Charniak and McDermott: IA é o estudo das faculdades mentais através da utilização de modelos computacionais”.
  • Bellman Bellman: “IA é o estudo e simulação de atividades que normalmente assumimos que requerem inteligência”.
  • Russell and Norvig: “IA é o estudo e implementação de agentes racionais”.

O campo da Inteligência Artificial tem como objetivo o contínuo desenvolvimento da “inteligência” das máquinas, tendo que conhecer também os fenômenos da inteligência natural, para melhor compreendê-la e então espelhá-la. Ou seja, a pesquisa em AI também é pesquisa da inteligência e funcionamento do pensamento humano.

Desta forma, entende-se que a ‘Inteligência Artificial é definida como sendo uma coleção de técnicas suportadas por computador emulando algumas capacidades dos seres humanos”.

O termo “inteligência artificial” nasceu em 1956 em um encontro de Cientistas em Dartmouth, organizado por John Mcarthy, um dos maiores cientistas da computação de todos os tempos.

Este encontro foi pioneiro no campo da computação e de tecnologia, sendo o maior realizado até então e que serviu de fundação para o estudo aplicado de tecnologias de inteligência artificial.

John McCarty convidou muitos dos melhores pesquisadores da época nos campos correlatos à computação, como teorias complexas, simulação de linguagem, redes neurais, entre outras, para Dathmouth, em New Hampshire, EUA, para discutir e desenvolver a Inteligência Artificial.

Lembrando que o encontro de Dartmouth aconteceu no contexto da Guerra Fria, onde a descoberta e desenvolvimento de novas tecnologias faziam parte da corrida por supremacia tecnológica, travada entre EUA e antiga URRS, e quem desenvolvesse mais a inteligência artificial estaria muitos passos à frente.

Desde então, diferentes correntes de pesquisa em Inteligência Artificial têm estudado formas de estabelecer comportamentos inteligentes nas máquinas, criando processos de automação que contribuem e interferem em diversos campos e atividades.
Claro que a Inteligência Artificial tem implicações éticas e sociais. Quanto mais processos automatizados e independentes de comando ou intervenção humana, ou seja, processos mais inteligentes, mais questões relativas ao relacionamento homem/máquina se levantam. Estão as máquinas tomando o lugar dos homens?

Maquinas e softwares que conseguem compreender e agir de acordo com certos estímulos e antecipar e solucionar problemas tem operado e facilitado processos na matemática, contabilidade, engenharia, arquitetura, medicina, farmácia, etc.

Com isso, tem se substituído pessoas no trabalho e com o desenvolvimento em AI, isso tende a expandir mais e chegar ao nível médio, numa estrutura de uma corporação, restando apenas a gestão (nível alto) para o ser humano.

Fica a questão: deve haver um controle deste desenvolvimento para que não se crie um exército de mão de obra excedente ou não se deve limitar a ciência e tentar adaptar a força humana a essa realidade?

As questões de ética também passam pelo fato o desenvolvimento da Inteligência Artificial ter como propósito intervir e melhorar processos, ou se visa testar limites, produzindo inteligência em armas e/ou equipamentos, que se caírem em mãos erradas (e quem pode dizer quais são essas mãos), podem ter consequências catastróficas.

O que se espera no campo de Inteligência Artificial é o desenvolvimento de tecnologias para que cada vez mais as máquinas possam compreender coisas. Isso depende do investimento na área, do crescimento do número de cientistas envolvidos em pesquisas e avanços nas áreas de suporte, processamento paralelo e ciência cognitiva, além do controle e reforço na ética neste campo de pesquisa e trabalho.

Fontes: NCE/UFRJ
LivingInternet – Dartmouth Artificial Intelligence (AI) Conference

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