Informática

Para uma inteligência artificial quais palavras nos tornam humanos?

A inteligência artificial não é mais uma perspectiva puramente teórica no campo da comunicação – e precisamos estar preparados para lidar com ela.

John McCoy, um dos pesquisadores envolvidos em uma pesquisa no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês), conta que conduziu um experimento inspirado inicialmente em uma conversa casual com seus colegas.

Eles estavam discutindo o Teste de Turing, criado pelo cientista britânico Alan Turing em 1950, que tem como objetivo medir se o comportamento inteligente de uma máquina é equivalente ao de um ser humano.

Em sua formulação mais comum, cada “juiz” (inteligência artificial) recebe uma interface de bate-papo online padrão. Em cada rodada, podem estar conversando com um ser humano real, ou um “chatbot” de computador alimentado por inteligência artificial. A missão do juiz é adivinhar com quem está falando. Se o “chatbot” conseguir enganar um número pré-determinado de juízes, ele passou no Teste de Turing.

“Nós nos perguntamos qual seria a versão minimalista do Teste de Turing que poderia ser criada”, explica McCoy, antes de especular se a distinção poderia ser feita por meio de uma única palavra.

“A questão era: quais são as palavras que as pessoas realmente diriam?”.

No primeiro experimento, McCoy e seu colega, Tomer Ullman, pediram a mais de mil participantes para responder à pergunta acima. Eles então analisaram as palavras citadas para encontrar padrões comuns.

As 10 principais palavras, em ordem de popularidade, foram:

Amor (134 respostas)

Compaixão (33)

Humano (30)

Por favor (25)

Piedade (18)

Empatia (17)

Emoção (14)

Robô (13)

Humanidade (11)

Vivo (9)

“O grau de convergência entre as pessoas foi impressionante”, diz McCoy, que agora está na Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos. “Eles podiam escolher qualquer palavra que quisessem de um dicionário de inglês padrão e, ainda assim, houve uma enorme convergência entre os indivíduos”.

Considere a palavra “amor”. Cerca de 10% dos participantes escolheram essa palavra entre outras centenas de milhares de possibilidades; no geral, um quarto dos participantes escolheu uma das quatro principais palavras.

Em termos de assuntos, eles descobriram que palavras que remetem a funções fisiológicas (como “cocô”), fé e perdão (como “piedade” ou “esperança”), emoções (como “empatia”) e comida (como “banana”) foram as categorias mais populares.

Além das especulações curiosas, McCoy acredita que esse experimento pode ser uma ferramenta útil para entender as suposições implícitas que os indivíduos têm a respeito de outros grupos de seres humanos.

Que palavra você escolheria para provar que é mulher, por exemplo? Ou para comprovar que é francês ou socialista?

Em cada caso, as escolhas devem revelar as qualidades que supomos que todos os membros do grupo reconheçam em si, que podem ser mal compreendidas ou ignoradas por pessoas de fora.

De uma maneira geral, no entanto, vale a pena lembrar que se você alguma vez precisar provar que é humano em um mundo cada vez mais povoado por máquinas, seja imperfeito e seja engraçado.

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