Mercado de Trabalho

Surto é oportunidade para a era do trabalho e vida remota

Vaga desencadeada pelo surto do coronavírus Covid-19 está a exponenciar negócios, reduzir emissões e deverá massificar o trabalho remoto, mas há cuidados importantes para se observar.

Conferências, ensino e saúde já podem ser remotas. Nada será como antes.

Mas o que é que a qualidade de vida, a crise ambiental, os problemas de mobilidade nas cidades ou a crise dos preços na habitação têm a ver com os problemas criados com o coronavírus?

“Envolvem o mesmo tipo de tecnologia e de soluções para um trabalho e vida remota que podem criar efeitos duradouros”, diz-nos Francisco Jerónimo, analista principal da consultora IDC.

Certo é que estudos recentes mostram que se pode poupar 22 dias por ano nas viagens para o escritório, reduzir 80% dos gastos em espaço de escritório.

As reduções de viagens para a China com o surto Covid-19 fizeram as emissões de carbono para a atmosfera cairem 25% em todo o mundo.

Em Portugal há escolas fechadas por precaução e a Direção-Geral de Saúde e o governo recomendam o trabalho de casa e que se evite ir aos hospitais sem necessidade.

A nível global existem milhões de pessoas em quarentena e a tecnologia será fundamental para facilitar esta vida em casa que empresas como a Xerox Portugal, Worten ou Farfetch já permitem aos funcionários.

Não é, assim, surpreendente que as ações em bolsa de empresas com soluções online para o trabalho de casa, como Zoom (para videoconferências) ou Slack (comunicação entre equipes) estejam a crescer vertiginosamente.

Mas não é só no trabalho de casa.

As pessoas vão ficar mais em casa daí que a Amazon (encomendas online) e a Netflix (streaming vídeo) cresçam na bolsa – a Netflix subiu 18,6% esta semana.

Gonçalo Hall é um dos organizadores da conferência Nómada Digital (a 14 de abril) e consultor nesta área de trabalho remoto.

Ele está a trabalhar com três empresas nacionais neste momento e diz-nos que tem tido um grande aumento na procura, “aumento de nível internacional, principalmente da Alemanha, Itália e EUA”

“Em Portugal sinto que as empresas ainda não têm noção de que poderão ter de fechar os escritórios”, admite.

Um dos maiores problemas no país “é a comunicação”, já que várias empresas têm processos baseados mais na oralidade e no email, com poucos processos online”.

Há muitas ferramentas para o trabalho online mas torna-se “fundamental ter softwares menos óbvios como o Asana ou o Trello para definir tarefas, deadlines e responsáveis por cada tarefa”, diz.

Hall adianta que o processo feito nas empresas para implementar o trabalho de casa é de 4 a 6 semanas, “mas pode ser feito em 3 dias ou até 24h em caso de emergência”.

Pedro Moura, responsável da startup portuguesa Landing Jobs – plataforma de recrutamento online – admite que o trabalho remote friendly é uma tendência que se vai se solidificar agora.

Um estudo da empresa revela: “80% dos profissionais de tecnologias de informação em Portugal estão preparados e desejam essa solução”.

Zuckerberg acredita na realidade virtual

O líder do Facebook, Mark Zuckerberg (que comprou em 2014, por 2,3 mil milhões de dólares a startup de realidade virtual Oculus VR), voltou a frisar no início de janeiro que os próximos 10 anos serão marcados pelo trabalho em casa.

“A tecnologia de realidade virtual e aumentada vai dar-nos a sensação de estarmos em outro local de forma convincente, a telepresença”, o que Zuckerberg espera que alivie a crise de habitação dos grandes centros, mesmo que admita que os aparelhos ainda não estão ‘no ponto’.

Conferências Online. Web Summit nesse caminho

As conferências online não são uma novidade, mas este ano terão de ser a regra. A Web Summit cancelou ontem a Collision, no Canadá, indicando que vai fazer tudo online.

Paddy Cosgrave diz que está preparado e no final de fevereiro investiram num startup de conferências remotas, a Hopin. “O software será chave nesta explosão de conferências online”, admite.

A nível de ensino, embora existam já inúmeras plataformas de cursos online, inclusive nas universidades, será mais difícil expandir rapidamente essas soluções (algumas como a 360Learning estão sentindo o aumento na procura) para as centenas de escolas ‘tradicionais’ já fechadas na Europa.

Existem universidades mais preparadas como é o caso de Stanford, na Califórnia (anúncio feito este sábado).

As missas também podem ser feitas por vídeo e transmitidas online.

Dentro do mesmo espectro, os julgamentos por videoconferência já se praticam, embora de forma limitada e podem ser expandidos devido a esta crise.

Museus x Futebol x Concertos

As ferramentas para vermos monumentos ou mesmo museus inteiros online e até de forma virtual já existem – a Google lidera este segmento.

A realidade virtual aliada ao futebol – a Samsung fez alguns testes em Portugal dando a perspetiva de quem está no banco de suplentes ou em algumas zonas das arquibancadas – e aos concertos, pode ter novo fôlego.

Compras e refeições online

As encomendas online ganham maior preponderância nesta altura – a Amazon cresce na bolsa. O mesmo acontece com o serviço de entregas ao domicílio e refeições a domicílio como a Uber Eats – curiosamente, em sentido contrário, serviços ao estilo Uber estão a ter problemas não só de clientes mas também de receios no contágio dos condutores.

Empresas que fornecem kits de emergência ou sobrevivência como a empresa californiana Preppi também podem ser úteis e ter ganhos consideráveis nesta altura.

Serviços de streaming

A Netflix tem crescido na bolsa pelo fato do Coronavírus deixar mais pessoas em casa. O analista Dan Salmon, da BMO Capital Market, explica que as pessoas vão ter de encontrar novas formas de passar o tempo e isso potencializa alguns negócios, com a Netflix, HBO, Disney, Amazon, Hulu, entre outros.

O mesmo acontece com serviços de streaming de música como o Spotify.

Em sentido contrário, as receitas de bilheteiras na industria do cinema podem estar a beira de uma crise profunda.

O mercado chinês (o maior a nível mundial) perdeu 230 milhões de dólares devido ao surto e o novo filme de James Bond foi adiado para setembro para evitar uma hecatombe nas receitas.

Fonte: Dinheirovivo

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